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Os exageros da beleza

Especial – Veja
Quando o belo ganha  a máscara da plástica

Bem feitas e bem indicadas,
as cirurgias estéticas  representam um ganho para a auto-estima. Mas a  falta de bom senso está à vista de todo mundo


Anna Paula Buchalla

Foto
Claude Gassian/Contourphotos/Getty Images

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Nesta reportagem
Quadro:
A boa plástica e os excessos

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As técnicas melhoram e a procura aumenta

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Número máximo de procedimentos

Exclusivo on-line
Em
profundidade: Beleza e boa forma

Pouco tempo atrás,
a escritora americana Stacy Schiff desfrutava uma linda tarde
ao lado de um amigo francês que visitava Nova York pela
primeira vez. No fim do dia, porém, ele mostrou-se intrigado.
Queria saber o que havia acontecido com as pessoas mais velhas
na cidade. Seus rostos eram esticados demais, lustrosos demais.
Em Paris, disse ele, os velhos pareciam velhos – e não
havia nada de errado nisso. A idade do amigo francês de
Stacy: 8 anos. Sim, até mesmo uma criança mais
observadora pode perceber que algo de estranho vem ocorrendo.
E não só em Nova York, é claro. Basta ir
a shoppings e restaurantes de qualquer grande cidade brasileira,
como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, para
deparar com pessoas de pele alaranjada (sessões de bronzeamento
artificial podem dar esse efeito), maçãs do rosto
salientes, testa estirada, lábios inflados e dentes branquíssimos,
de uma alvura inexistente na natureza. É um contingente
que, pelo jeito, tende a aumentar, graças aos avanços
técnicos e ao barateamento dos procedimentos estéticos.
Ficou mais fácil, enfim, fazer uma intervenção
atrás da outra – e isso dá vazão à
obsessão doentia pela manutenção da beleza
e juventude. "O resultado dessa obsessão são
bizarrices produzidas por falta de bom senso não só
dos pacientes, como dos próprios médicos",
diz o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
– Regional São Paulo, João de Moraes Prado
Neto.

Não há
nada de errado em querer consertar uma falta de acabamento congênita,
melhorar a silhueta castigada pelo excesso de comida e pelo
sedentarismo ou atenuar as marcas do tempo. É uma forma
perfeitamente compreensível e legítima de conservar
(ou restaurar) a auto-estima. Um nariz menos adunco, uma ruguinha
cancelada, uns quilinhos aspirados – e eis que a beleza
deixa de ser apenas a promessa de felicidade, para citar a frase
do escritor francês Stendhal. A questão é
quando se exagera na dose. Tem-se aí uma patologia. Pessoas
que não se cansam de encontrar defeitos ao espelho (na
maioria das vezes, inexistentes) e, para corrigi-los, perseguem
compulsivamente um padrão estético inatingível
sofrem do que os médicos chamam de transtorno dismórfico
corporal. Descrito em 1987 pela Associação Americana
de Psiquiatria, o distúrbio, nos casos mais graves, causa
ansiedade e depressão profundas – e pode levar a
pessoa a deformar-se nas mãos de cirurgiões inescrupulosos.

Fabiano
Accorsi

"Há dois anos, animada com uma série
de fotos ‘antes e depois’, resolvi fazer uma bioplastia
(preenchimento à base de uma substância definitiva,
o PMMA). Quem fez as aplicações foi uma ginecologista,
indicada por uma amiga. Ela injetou o produto nas maçãs
do rosto, no maxilar e na ponta do nariz. Na hora, até
achei que ficou bom. Porém depois meu rosto inchou,
sobretudo as maçãs. Todo mundo notava que
eu estava estranha. Eu justificava dizendo que havia engordado.
Tentei desfazer o preenchimento, no que fui desaconselhada
por um cirurgião plástico. Ele me explicou
que havia o risco de o produto vazar. Fiquei desesperada.
Hoje estou melhor, com o rosto menos inchado, mas ainda
me incomodo quando olho no espelho. Tenho muitas dores nos
locais das aplicações e muita enxaqueca. Não
aconselho ninguém a fazer o que eu fiz."
Adnea Ali Fakih, 50 anos,
socióloga

Um estudo inédito
conduzido pela médica Luciana Conrado, com 350 pacientes
da dermatologia do Hospital das Clínicas, de São
Paulo, constatou que 14% deles apresentavam o problema. Nos
consultórios dos plásticos, a incidência
fica em torno de 10%. Há vítimas de dismorfia
que chegam a submeter-se a nove cirurgias de nariz. Existem
ainda aquelas que praticam uma espécie de turismo médico,
batizado pelos especialistas de "doctor shopping":
rodam de consultório em consultório em busca de
sugestões sobre o que deveriam mudar em sua imagem. "É
uma seqüência sem botão de desligar: o paciente
sempre acha que o que fez é pouco", diz o psicanalista
Niraldo de Oliveira Santos, da divisão de psicologia
do Hospital das Clínicas. "Para ele, o corpo é
um rascunho onde tudo pode ser experimentado."

Como ninguém
faz nove plásticas de nariz sem que haja um cirurgião
disposto a cometer excessos, tem-se aí um duplo problema.
"É a pior combinação: o paciente que
quer fazer tudo somado ao médico sem escrúpulos
que o submete a procedimentos incontáveis e desnecessários",
diz o dermatologista Guilherme de Almeida, do hospital Sírio-Libanês,
de São Paulo. Ele próprio já conduziu uma
paciente até um consultório psicológico,
porque ela simplesmente não se convencia de que não
precisava fazer mais nada no rosto. A terapia não ultrapassou
três sessões. A paciente, que nunca mais apareceu
no consultório de Almeida, provavelmente deve ter achado
outro doutor que lhe satisfizesse as neuroses. "Tais pacientes
gastam fortunas com tratamentos estéticos sem se dar
conta de que isso pode causar-lhes defeitos irreversíveis",
diz a médica Luciana Conrado.

A dismorfia manifesta-se
com mais freqüência na dermatologia por causa dos
procedimentos menos invasivos, com resultados mais imediatos
e recuperação mais rápida. O tratamento
do distúrbio consiste em terapia associada ao uso de
antidepressivos e antipsicóticos. Nos Estados Unidos,
um paciente com dismorfia leva, em média, doze anos para
buscar ajuda especializada. Nesse meio-tempo, o maior risco
que ele corre é cair nas mãos de um profissional
mal-intencionado. É esse tipo de médico que lhe
dá a chancela para puxar, esticar, levantar, tirar e
colocar próteses, sem que haja necessidade real para
tais intervenções. Tamanho é o poder de
convencimento dos médicos que está em curso um
novo fenômeno no universo das cirurgias cosméticas:
o do tratamento preventivo. É uma maneira de abocanhar
um filão de gente muito jovem, que nem deveria estar
pensando em Botox ou plástica. Moças com pouco
mais de 20 anos agora aplicam injeções de toxina
botulínica na testa para prevenir as futuras rugas de
expressão. Mulheres de 35 anos submetem-se a liftings
– chamados eufemisticamente de mini-liftings, embora nenhum
procedimento que requeira anestesia, corte e descolamento da
pele possa ser considerado míni. Antes dos 40 anos também,
muitas fazem os primeiros preenchimentos. O argumento por trás
do tratamento preventivo é mexer um pouco já para
evitar grandes intervenções lá na frente.
O resultado? Mulheres de 30 anos que se parecem com mulheres
de 40 tentando aparentar 30. Esquisito? Sim, esquisitíssimo,
mas é o que vem ocorrendo. "Quanto mais intervenções
são feitas, mais rígida fica a pele. A paciente
adquire as feições de uma estátua, deixa
de ter uma expressão natural", disse a VEJA o médico
francês Yves-Gérard Illouz, o inventor da lipoaspiração.
Ficam todos – porque há inúmeros homens que
se enquadram nesse caso – assustadoramente iguais uns aos
outros. Como se tivessem saído (com defeito de fabricação)
da mesma linha de produção. É a máscara
da plástica.

"Desconfie de
médicos que produzem pacientes com rosto parecido",
escreveu em seu livro Beauty Junkies (Viciados em Beleza)
a jornalista Alex Kuczynski, colunista do jornal americano The
New York Times.
Alex fez sua primeira incursão no
mundo da plástica aos 28 anos, com uma aplicação
de Botox. Aos 30, já havia se submetido também
a uma lipoaspiração e a uma cirurgia para remoção
de bolsas de gordura sob os olhos. Alex é uma bela mulher
em seus 40 anos. Conseguiu perceber a tempo que poderia iniciar
uma viagem sem volta em busca da perfeição –
tendo como destino final o desastre completo. No livro, ela
faz outro alerta: as adolescentes estão sendo induzidas
à dismorfia. É uma preocupação fundamentada.
Entre as colegiais americanas, próteses mamárias
viraram presente de formatura. Elas almejam ser uma Pamela Anderson
ou uma Victoria Beckham – magras e peitudas. A indústria
das celebridades, evidentemente, tem um papel nefasto no estabelecimento
de padrões estéticos atingíveis apenas
por meio de plásticas ou intervenções dermatológicas.
Para não falar de reality shows como Extreme Makeover
e Dr. Hollywood, que fazem a transformação
radical parecer algo tão simples quanto mudar o corte
do cabelo. Nesses programas, passa-se ao largo dos riscos de
complicações, da dor e do desconforto do pós-operatório.

Não é
incomum que um cirurgião plástico acredite ser,
além de médico, um artista capaz de operar prodígios.
Há páginas de médicos na internet que se
anunciam como "alquimistas da estética", seja
lá isso o que for. Assim, é comum um paciente
entrar na sala de operação para procedimentos
pré-acertados com o cirurgião e sair de lá
com a notícia de que "aproveitando a anestesia"
ele foi um pouco além. "Em uma das lipoaspirações
que fiz, entrei para corrigir a barriga e o culote, mas o médico
acabou tirando gordura das costas e da parte interna das coxas",
conta a paulistana Márcia Sanchez, de 42 anos, duas lipos,
uma plástica no abdômen e três rinoplastias.
"Em outra ocasião, pedi apenas para diminuir um
pouco o dorso do nariz e o cirurgião levantou a ponta,
deixando-o arrebitado contra a minha vontade", diz.

Por vender a idéia
de que é possível ter o corpo dos sonhos, o rosto
perfeito, a cirurgia plástica é uma das áreas
mais lucrativas da medicina. Isso é bom porque favorece
o desenvolvimento constante de novas tecnologias. E os avanços
tornaram os procedimentos acessíveis a uma quantidade
enorme de pessoas. O lado sombrio é que a busca por um
ideal de beleza inatingível e pela eterna juventude alcançou
proporções preocupantes. "A popularização
da cirurgia plástica nos últimos anos motivou
tanto os cirurgiões quanto os pacientes a pensar no corpo
não como algo que pode, mas que deve ser melhorado",
disse a VEJA o professor de comunicação John Jordan,
da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, nos Estados Unidos.
Em uma cultura obcecada pela aparência (na verdade, por
uma aparência pasteurizada) e juventude, as pessoas que
não têm a intenção de mexer no próprio
corpo passam por desleixadas. Esse tipo de distorção
já motivou campanhas, entre os americanos, contra a obsessão
pela plástica. Em uma delas, uma mãe exibe um
cartaz ao lado das duas filhas, com a seguinte frase: "Eu
não preciso de cirurgia plástica porque quero
que minhas filhas se pareçam comigo".

Conselho dos médicos
sérios para mulheres e homens que querem melhorar o aspecto
físico, mas sem vestir a máscara da plástica?
"A chave do rejuvenescimento está em evitar mudanças
drásticas, principalmente no rosto", diz o cirurgião
Prado Neto. Antes de mais nada, é preciso entender que
o conceito de belo envolve proporção, simetria
e equilíbrio. A beleza do rosto de uma mulher está
nas maçãs salientes, nos lábios carnudos,
nos seios razoavelmente fornidos. No rosto de um homem, ela
está expressa principalmente na ossatura angulosa. Mas,
como a face não é feita de estruturas isoladas,
sua harmonia está no conjunto. Às vezes, uma rinoplastia
para reduzir o nariz é uma péssima idéia.
Dependendo do formato do rosto, o nariz pequeno destrói
a simetria facial, ao criar a impressão de que os olhos
ficaram próximos demais. Os famosos lábios de
Angelina Jolie são resultado de uma combinação
harmoniosa. No rosto de outra pessoa, podem ser – e são
em grande parte das vezes – um desastre estético.
É possível chegar enxuta (ou enxuto) aos 60 anos,
sem destruir a beleza do tempo vivido. Feio é querer
aparentar vinte anos a menos. Essa história nunca acaba
bem. A menos, é lógico, que você ache a
máscara da plástica um ótimo padrão
estético.

 

 

Contra as mulheres-travestis


Ernani d`Almeida

O cirurgião Carlos
Fernando Gomes de Almeida: "Ninguém vai
a um cardiologista e pede duas pontes de safena e
uma mamária. Por que fazem isso no consultório
de um plástico?"

O cirurgião
plástico fluminense Carlos Fernando Gomes de Almeida,
de 50 anos, é um dos mais requisitados do país.
Boa parte da fama que conquistou se deve à sua
técnica de lifting facial. Conhecido como "doutor
mão leve", ele tem horror a exageros. Almeida
deu a seguinte entrevista a
VEJA.

O que pode
e o que não pode no consultório de um cirurgião
plástico?
Envelhecer mal, com muitas rugas,
não combina com o padrão da atualidade.
Por isso, acho compreensível a ansiedade das mulheres
na faixa dos 50 anos que me procuram. A maior parte delas
não está correndo desesperadamente atrás
da juventude. Só quer envelhecer bem.
Mas
há um tipo de paciente que não sabe exatamente
o que quer. Algumas se sentam na minha frente e me perguntam
o que devem fazer. Não é assim que funciona.

E como é
que funciona?
O ideal
é que a paciente me diga o que a incomoda exatamente
e aí, sim, eu avalie se o que ela quer é
tecnicamente viável. Na maioria das vezes, não
é. Mas o pior mesmo são as pacientes que
vão aos consultórios como quem vai ao supermercado.
Acham que plástica é como um produto sujeito
à sua própria escolha e que cabe ao cirurgião
executar os seus desejos, sem discussão. Ora, ninguém
vai a um cardiologista e pede duas pontes de safena e
uma mamária. Por que fazem isso no consultório
de um plástico?

A que o senhor
atribui as bizarrices que desfilam por aí? Você
se refere às mulheres-travestis?
Ninguém
as critica porque ninguém tem coragem de falar
que aquilo está um horror. Se alguém muito
próximo, como uma irmã, diz que o resultado
não ficou bom, ela acha que é inveja. Surgiu
até um novo biotipo feminino: ela tem cabelo liso
loiro, nariz mínimo, boca grande, seios fartos
e bumbum grande. E usa calça colada. São
todas iguais. Parecem saídas da mesma fábrica.
O curioso é que os próprios travestis estão
fazendo o caminho inverso dessas mulheres. Eram absurdamente
exagerados, com próteses grandes e lábios
enormes, e agora tentam se aproximar das curvas e dos
traços femininos normais.

Mas
são os médicos que estão no comando
dessa linha de produção.

Os criadores dessas criaturas são os médicos,
não há como negar. Se todos se ativessem
a um padrão estético mais harmônico,
as mulheres-travestis não existiriam. O que ocorre
é que falta a muitos um critério de beleza
mais apurado. Há também os que fazem o que
as clientes pedem, não importando o resultado,
porque só se interessam pelo pagamento. Não
lhes falta senso estético, e sim ética.

Entrar na faca
e fazer bem à alma

Manoel
Marques

Delaine Nicolau: orgulho
dos cabelos presos, esticados para trás


Atribui-se ao médico italiano Gaspare Tagliacozzi,
um dos pioneiros da cirurgia plástica, a primeira
associação entre correção
estética e melhora da auto-estima do paciente.
"Faz bem ao espírito e à mente",
escreveu em seu livro De Curtorum Chirurgia per Insitionem,
publicado em 1597. Nele, Tagliacozzi relata com detalhes
a técnica que desenvolveu para reconstrução
de nariz. A maioria de seus pacientes era vítima
de mutilações em duelos.

Os benefícios
psicológicos de uma cirurgia plástica, quando
bem feita e bem indicada, são mesmo inegáveis.
A esteticista paulistana Delaine Nicolau, de 45 anos,
sofreu com as orelhas de abano por mais de duas décadas.
Na escola, era chamada de Dumbo, Noviça Voadora
e Topo Gigio. Apesar de o problema poder ser reparado
por volta dos 6 anos, quando a orelha atinge cerca de
80% do tamanho que terá na vida adulta, Delaine
só se submeteu a uma intervenção
aos 24 anos, quando recebeu seu primeiro salário.
"Minha família sempre achou bobagem, dizia
que eu era linda e que ninguém iria olhar para
minhas orelhas. Mas o fato é que eu vivia me escondendo,
usando faixas e lenços na cabeça",
diz. "A cirurgia foi libertadora." A primeira
coisa que Delaine fez depois da operação
foi ir ao encontro dos amigos com os cabelos presos, num
rabo-de-cavalo bem esticado.

A influência
das intervenções estéticas sobre
a auto-estima, no entanto, tem limitações.
Recorrer à cirurgia cosmética com o intuito
de resolver questões de ordem psicológica
mais profunda invariavelmente dá errado. "O
cirurgião plástico não deve tocar
em pacientes que estão passando por problemas sérios
ou por grandes mudanças na vida, como separação
ou mudança de emprego", diz José Tariki,
presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
"É grande a probabilidade de, nessas situações,
a cirurgia ser um subterfúgio. Quando isso acontece,
o risco de o paciente se arrepender é enorme, mesmo
se os resultados forem bons." Na maioria das vezes,
os pacientes recorrem ao cirurgião plástico
com pedidos pertinentes. "Em 70% dos casos, as solicitações
são absolutamente razoáveis", diz o
cirurgião plástico João de Moraes
Prado Neto.

Lailson
Santos

A advogada Simone Machado:
auto-estima recuperada


A boa plástica é aquela que passa despercebida.
O aprimoramento das técnicas e do instrumental
cirúrgico possibilita resultados muito próximos
do natural. Há quinze anos, as próteses
de silicone, por exemplo, costumavam deixar a mama endurecida.
Hoje, isso só ocorre em 5% dos casos. A diferença
está na qualidade do implante. As novas próteses
são revestidas de uma esponja de poliuretano, material
mais bem-aceito pelo organismo. O lifting também
passou por grandes mudanças técnicas. Antes,
a cirurgia consistia no estiramento da pele, em direção
às orelhas – o que conferia aos operados o
aspecto de boneca. Agora, além da pele, os músculos
superficiais da face são reposicionados. E o estiramento
não é mais para o lado, mas em direção
ao topo da cabeça, respeitando a anatomia do rosto.
Todos esses avanços, é lógico, são
anulados quando se parte para o excesso.

Durante parte
da adolescência, a advogada paranaense Simone Fernanda
Porto Machado, hoje com 36 anos, teve de conviver com
um nariz que lhe desagradava. Por causa de um desvio de
septo, o dorso era "alto demais", segundo ela.
A imperfeição fez de Simone uma adolescente
introvertida e retraída. Depois de passar pela
rinoplastia, sua vida mudou. Tornou-se uma moça
vivaz, alegre. Quatro anos atrás, após duas
gestações, Simone voltou à mesa de
operação. Queria recuperar os seios da juventude.
"Depois de amamentar dois filhos, meus seios murcharam",
diz a advogada. "Eu morria de vergonha do meu marido.
Só dormia de sutiã." Com 1,64 metro
de altura e 51 quilos, Simone hoje carrega (orgulhosíssima)
250 mililitros de silicone em cada mama. No mesmo procedimento,
por sugestão do médico, a advogada tirou
ainda um pouco de culote e de barriga. Ficou bom.

A cirurgia de
embelezamento nasceu das operações reparadoras,
como as executadas pelo dottore Tagliacozzi, lá
no século XVI. Ela ganhou impulso durante a I Guerra
Mundial, diante da escala incomensurável de soldados
com danos faciais extensos. Na década de 1920,
uma revista feminina americana publicou o primeiro artigo
sobre as benesses das intervenções estéticas
para o ego. O título "Por que envelhecer?
O valor da face", estampado na publicação
Ladies’ Home Journal, antecipava as chamadas
de capa mais recorrentes das revistas femininas da atualidade.

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CategoriasSaúde e bem-estar
  1. ELIANA
    16/09/2009 às 16:42

    Eu fui uma VITIMA!! nao tanto por vaiddade, mas para corrigir uma sequela de paralisia facial, o medico me convenceu que haveria 80% de chance de corrigir a sequela pequena, avisou-me ser uma microcirurgia simples e caso o resultado nao fosse alcancado meu rosto ficaria da mesma forma que estava, (tenho fotos para confirmar) conclusao este sr. (que me recuso a chamar de DR., de nome jayme augusto bertelli e que mantem um site na rede http://www.paralisias.com.br, deformou meu rosto, me acusa diz que eu fui a culpada, que ele me advertiu sobre TUDO, que sou injusta com ele, enfim me botou pra baixo de todas as formas tentando jogar tudo em cima de mim apos eu ter pago uma pequena fortuna minhas poucas economias para resolver um probleminha, Hoje sei que paguei carissimo por um problemao, E onde eu posso buscar ajuda!!! A justivca brasileira nestes casos nao funciona, e estes profissionais mal carater sabem disso, alem de que todos eles sao corporativistas, Hoje estou so angustiada, fui uma perfeita IDIOTA!! enganada , por alguem que jurou na profissao amenisar o sofrimento humano, vivo a base de antidepressivos e calmante, nao quero mais acordar pela manha, acabou com minha vida nada mais me da prazer, e isto que este mal carater jayme augusto bertelli fez comigo, e ele continua por ai fazendo mais VITIMAS , muito provavelmente eu passo a ser a RE e ele a VITIMA, esta inversao que existe em nosso brasil, so aguardo a justica de DEUS, e seguir vegetando ate meu dia final, obrigada por lerem meu desabafo

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