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Antropólogo francês Claude Lévi-Strauss morre aos 100 anos

AFP

Agência Brasil

AFP PHOTO PASCAL PAVANI

PARIS,
França – O francês Claude Lévi-Strauss faleceu aos 100 anos, segundo
informou nesta terça-feira a editora Plon. Ele era considerado o pai da
antropologia moderna.

Nascido em Bruxelas em 1908, Claude
Lévi-Strauss influenciou gerações de pesquisadores e estabeleceu as
bases da antropologia moderna ao mudar a percepção do mundo.

Sua
autobiografia intelectual "Tristes trópicos", publicada em 1955, foi
considerada um dos grandes livros do século XX. O livro fala de sua
passagem pelo Brasil, onde lecionou na recém-fundada Universidade de
São Paulo, e de suas viagens pelo interior do país.Entre seus livros
mais famosos estão ainda ‘Antropologia estrutural e ‘O cru e o cozido’.

Professor
do prestigioso College de França, Lévi-Strauss foi o primeiro
antropólogo eleito para a Academia Francesa em maio de 1973.

Em 28 de novembro de 2008, Claude Lévi-Strauss festejou seus 100 anos de vida.

Leia também: USP lamenta morte de Lévi-Strauss

Ligação com o Brasil

Lévi-Strauss
foi um dos nomes mais importantes da antropologia e tinha uma ligação
especial com o Brasil, onde viveu entre 1935 e 1939. A Universidade de
São Paulo (USP) contratou um grupo de professores para o que foi
chamado de Missão Francesa.

Nomes como Pierre Monbeig, Roger
Bastide, Fernand Braudel e Lévi-Strauss se mudaram para São Paulo com o
objetivo de montar os cursos nas áreas de ciências sociais. O relato
dos estudos feitos pelo pesquisador durante esse período está no livro
Tristes Trópicos, lançado por Lévi-Strauss em 1955.

O
antropólogo costumava dizer que o que o convenceu a se mudar para o
Brasil foi a informação de que havia índios nos "arrabaldes [da cidade
de São Paulo]" e que ele poderia "dedicar-lhes os seus fins de semana”.
A realidade era outra, como veio a descobrir.

Lévi-Strauss
viajou a Mato Grosso para visitar povos indígenas que foram
fotografados por ele e tiveram registradas suas formas de vida. De
volta à Europa, o antropólogo desenvolveu sua carreira e realizou
diversos trabalhos sobre a “estrutura dos mitos”.

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