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Vergonha Nacional do Momento

03/11/09 –
20h56

– Atualizado em
03/11/09 –
23h22

Aluna hostilizada falta à aula e colegas usam nariz de palhaço em protesto

Geysi Arruda disse que voltaria à universidade nesta terça-feira (3).
Em 22 de outubro, ela precisou de escolta da PM para sair do campus.

Thiago Reis

Do G1, em São Bernardo do Campo

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Alunos fazem protesto antes de aula na Uniban
(Foto: Thiago Reis/G1)

A Uniban parou novamente na noite desta terça-feira (3). Desta
vez, para acompanhar a volta às aulas da estudante de turismo
Geysi Arruda, hostilizada após ir à faculdade de vestido curto
há cerca de duas semanas. Mas ela não apareceu. 

 

Em 22 de outubro, Geysi provocou alvoroço ao aparecer na
faculdade com um vestido rosa curto. Ela acabou sendo
hostilizada por colegas no campus do ABC e teve de ser escoltada
pela Polícia Militar até sua casa, em Diadema. O incidente foi
gravado e colocado na internet. Desde então, a estudante tem
evitado ir à universidade e ao trabalho.

Nesta terça-feira, curiosos se aglomeraram na
porta do campus, em São Bernardo do Campo, no ABC, e estudantes
acabaram aproveitando para fazer um protesto. Com narizes de
palhaços, reclamaram que a faculdade e, principalmente, o curso
de turismo ficaram "mal vistos".

 

Reginaldo Silva do Nascimento, de 28 anos, aluno do 3º ano de
turismo, foi um dos organizadores da manifestação. "Eu
quero limpar o nome da universidade em que estudo. Eu não fiquei
três anos sentado para conseguir meu diploma e ver ele manchado
por causa de uma palhaçada." Ele disse que não sabe quem
errou, se foi a aluna por ir vestida com um minivestido ou
os colegas que a xingaram.

Já Cláudia Rodrigues, de 27 anos, aluna de
marketing, disse que a culpa foi, sim, da garota. "Ela
provocou. Se ela apenas sentasse na cadeira, isso não ia
acontecer. Por que justamente nesse dia ela subiu pela
rampa?", questionou.

Apesar do tumulto, Antônio Chiari, diretor de
segurança da Uniban, disse que o contingente de apoio não foi
reforçado. Segundo ele, durante todo o dia, cerca de 50 homens
fazem o trabalho de segurança no campus.

Sindicância



O assessor jurídico da reitoria da Uniban, Décio
Lencioni Machado, disse que nenhum aluno foi identificado ainda
na sindicância aberta para apurar o episódio. "Estamos
usando as imagens e colhendo depoimentos de alunos, professores
e funcionários. Se tiver sido cometida alguma falta grave,
poderão ser aplicadas penalidades que vão desde advertência até
o desligamento da faculdade."

Segundo o advogado, uma comissão foi nomeada e irá
avaliar a conduta dos estudantes: "É preciso que não se
cause nenhuma injustiça."

Machado disse que Geysi ainda não compareceu para
falar com a universidade, mas seus advogados confirmaram que ela
o fará. Apenas a mãe da jovem fez uma reunião com representantes
da reitoria na sexta-feira.

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