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Vossa Excescrência

"Honoráveis Bandidos" chega hoje ao Maranhão!

 

 

Depois
de um bloqueio imposto pela rede de livrarias do estado- até onde vai a
censura do Sarney, meus deuses!- vai ser lançado hoje em São Luis do
Maranhão o livro "Honoráveis Bandidos", do jornalista Palmério Dória,
que traz a saga completa dos Sarney já presente na lista dos mais
vendidos no Brasil.

 

O local escolhido não poderia ser
mais simbólico: se as livrarias também estão dominadas, o livro ficará
à disposição dos maranhenses a partir do Sindicato dos Jornalistas
daquele estado, que resiste bravamente à ditadura imposta pela familia
bigoduda! Acima, detalhes do lançamento. Abaixo a carta de Marcos
Nogueira, coordenador da campanha de lançamento do livro no Maranhão,
que envolveu oito blogueiros daquele estado. Mais informações no Jornal Pequeno.

 

O
lançamento conta com o apoio integral deste blog. Se você também o
apóia, espalhe a notícia. Vão abaixo também outros modelos de banners
que podem ser utilizados na empreitada democrática.

 

..::..

 

 

Caro Marcelo

Uma
comissão de oito blogueiros que tem uma avaliação crítica à ação da
governadora biônica Roseana Sarney e dos desmandos do presidente do
Senado, José Sarney, no Congresso Nacional, no Amapá e, principalmente,
no Maranhão, resolveram derrubar uma barreira imposta ao livro
"Honoráveis Bandidos- Um retrato da era Sarney" no Maranhão.

Simplesmente
as livrarias de São Luís estavam boicotando a venda do referido livro
na cidade. Uns livreiros por medo da família imperial do Maranhão, o
clã Sarney, e outros por sacanagem mesmo.

Este último caso
explica o boicote das duas maiores livrarias da cidade: duas franquias
da Livraria Nobel localizadas nos dois maiores shoppings da cidade; o
São Luís Shopping e Shopping Monumental. Acontece que a proprietária
das duas franquias é a empresária Marianne Lima, esposa do empreiteiro
e engenheiro Flávio Lima.

Lima se formou na turma da Escola
Politécnica da USP de 1978, junto com Ulisses Assad, Astrogildo
Quental, Gianfranco Perasso e Fernando Sarney. Os cinco eram amigos e
abriram uma empresa de planejamento e projetos de engenharia, a
Proplan, com sede em São Paulo.

Essa pequena Proplan cresceu
muito e abriu uma filial em São Luís em 1980. Essa pequena história que
estou contando rendeu muitos frutos para Fernando e os sócios. Todos se
mudaram para São Luís onde Fernando foi presidente da Companhia
Energética do Maranhão, a Cemar, de 1983 a 1990: Ulisses Assad foi
presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão, a CAEMA ,
durante o governo Lobão, de 1991 a 1994; e Astrogildo Quental foi
Secretário estadual de Infraestrutura de 1990 a 1994.

Os outros
dois colegas e sócios de Fernando, Lima e Perasso, ficaram na
iniciativa privada e apareciam como sócios de Planor (empreiteira que
recebeu U$ 16 milhões em 1995 da então governadora Roseana Sarney, por
uma estrada que nunca foi feita, a Estrada fantasma Arame/Paulo Ramos,
a MA -008), Vemar (venda e aluguel de veículos pesados para grandes
obras), postos de gasolina e empresas diversas no setor de serviços às
empreiteiras.

Com a Presidência do Brasil caindo de graça no
colo do pai, os negócios de Fernando cresceram muito e ele passou a
atuar em todo o Brasil no setor elétrico, hidroelétricas, grandes
obras, Petrobrás, etc. Segundo matéria recente da Folha de São Paulo,
Fernando manda e manipula ao seu bel prazer a agende de trabalho do
ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que nada mais é do que um
preposto de Zé Sarney.

Passados mais de 30 anos desde a
formatura dos amigos na Politécnica da USP, as coisas tomaram um outro
vulto. Da simples Proplan de 1978, o grupo liderado por Fernando
Sarney, que segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério
Público Federal é uma OCRIM (organização criminosa) que sangra os
cofres públicos da União e de vários estados, para hoje em 2009 se
tornar um verdadeiro conglomerado de empresas que atuam em vários
setores da economia brasileira.

Só para se ter uma idéia do
tamanho da OCRIM dirigida por Fernandinho, não o Beira-Mar, mas o
Sarney, compare o posto que cada um dos amigos da Poli de 1978 ocupa
hoje:

1) Astrogildo Quental, de secretário estadual da
Infraestrutura do Maranhão do início dos anos 90, agora é o diretor
financeiro da Eletrobrás;

2) Ulisses Assad, de presidente da
Caema no anos 90, até pouco tempo era diretor de operações da Valec,
responsável direto pela construção da Ferrovia Norte Sul, afastado por
suspeita de superfaturamento na construção da trechos da estrada no
estado de Tocantins;

3) O maranhense Silas Rondeau, formado em
engenharia na UF de PE, se incorporou ao grupo nos anos 80, onde chegou
a ser presidente da Cemar. Até pouco tempo era o ministro de Lula das
Minas e Energia, até que foi pego em flagrante  recebendo
um suspeito envelope pardo das mão de un funcionário da Gautama, de
Zuleido Veras. Como premio de consolação por ter deixado a força o
ministério, seu dindinho, José Sarney, conseguiu emplacar Rondeau em
uma das seis vagas no Conselho de administração da Petrobras, ganhando
cerca de R$ 105 mil por mês; e

4) Flávio Lima e Gianfranco
Perasso continuam sendo sócios laranjas  de Fernando Sarney em dezenas
de empresas que trabalham no setor elétrico nacional, nas grandes obras
do PAC como empreiteiras e também como empresas que fiscalizam (sic) o
andamento das obras..

Como se pode ver é uma verdadeira máfia em ação.

E
é exatamente sobre esses negócios de Fernando e o grande poderio
político de José Sarney, que Palmério escreve em seu livro com o título
que resume muito bem essa tragédia que vitimou o Brasil, o Amapá e,
principalmente, o Maranhão: Honoráveis Bandidos.

O lançamento do
livro com a presença de Palmério Dória autografando os exemplares que
estarão a venda no local do evento, Sindicato dos Bancários, Rua do
Sol, centro de São Luís, dia 04 de novembro, quarta-feira, às 19h00,
será um momento impagável da história política brasileira.

Oito
blogueiros e o Movimento Fora Sarney se juntaram para bater de frente
com o patriarca da oligarquia mais atrasada e reacionária do país.

 

O
evento acontecerá na capital do Estado que eles dominam e tratam como
um feudo ou capitania hereditária a 40 anos, para lançar um livro que
narra a verdadeira história do clã Sarney.

Só para encerrar
Marcelo, quero informar que durante todo o evento a trilha musical
orquestrada  do filme " O Poderoso Chefão" será o fundo musical do
evento.

Sei que os custos de produção do CQC são muito altos,
mas a cobertura deste lançamento em plena terra do Sarney seria uma
pauta e tanto para vocês.

Un abraço, 

Marcos Nogueira, coordenador da comissão de lançamento do livro HB em São Luís.

 

 Escrito por Marcelo Tas às 13h00

Categorias:Livros
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